Sofistas – Filósofos da persuasão

Os Sofistas foram filósofos que deixaram pra trás a filosofia pré-socrática que tratava da natureza e passaram a falar sobre a razão humana e a persuasão


No período socrático, os primeiros filósofos a surgir foram os sofistas. Portadores de uma nova forma de compartilhar seu conhecimento, eles discordavam da filosofia aplicada pelos pré-socráticos, alegando que os ensinamentos desses eram coisas sem fundamento, repleta de falha e que nenhuma contribuição dava para a sociedade. Os pré-socráticos tinham uma vida de estudos baseada nas forças da natureza, nos deuses, em como isso influenciava se ia chover, fazer sol, se as árvores dariam bons frutos, sobre os monstros marinhos, e por ai sucessivamente. Esses assuntos eram para os sofistas coisas tolas, que na verdade não teria influencia direta na hora de ajudar um cidadão grego a se livrar de algum problema pessoal, por exemplo.

Sofistas - Filósofos da persuasão

Imagem: Reprodução

Com esta mudança, o objeto de estudo passou de ser a natureza para a arte da persuasão, que iria ter muito mais importância para a cidade a partir de então.

As técnicas sofistas

A partir deste momento os sofistas começavam a ensinar aos cidadãos técnicas que os ajudariam a defender seus próprios pensamentos, a ter argumentos para fazer com que suas opiniões pudessem ser aceitas e entendidas, e acima de tudo conseguir ocupar seu espaço, mostrando que tinham o poder de ser mais do que pessoas sem voz, que apenas baixavam a cabeça sem nenhum poder de persuasão. Muitos desses filósofos eram chamados de céticos, pois desprezavam certas discussões. O próprio Sócrates chegou a se revoltar alegando que eles não respeitavam a verdade e o amor pela sabedoria.

Homens que possuíam um grande poder de persuasão, eles ficavam disponíveis para ensinar a qualquer cidadão que desejasse aprender, seja para se candidatar a algum cargo público disponível na cidade ou para se defender de algum processo litigioso. Suas técnicas eram baseadas no poder do uso das palavras, na forma como debater, seja usando emoção ou a passividade. Eles mostravam como pegar um argumento fraco e transformá-lo em questão de segundos em algo incontestável, da mesma forma que se podia pegar um argumento forte e tirar toda a sua força, mostrando que ele não tem poder nenhum, e não se trata de uma boa desculpa.

Para se manter esses filósofos ensinavam mediante pagamento de quem pudesse pagar, alegando que eles eram portadores de uma sabedoria universal, capazes de ensinar argumentos irrefutáveis, porém, na verdade, esses não tinham muita preocupação com a utilização que empregavam em suas explicações, o único objetivo era ensinar como derrubar um oponente em um debate, através da articulação e do uso das palavras certas nos momentos certos.

Dentre os muitos sofistas que viveram e atuaram na Grécia antiga, principalmente em Atenas, podemos citar como exemplos: Híppias, Pródico, Antístenes e Trasímaco, eles criaram um certo modo de sobreviver em uma política onde se pressupunha a isonomia, ou seja, todos os cidadãos eram iguais perante a lei.

Além disso, não podemos deixar de citar dois dos maiores sofistas de todos os tempos: Górgias e Protágoras.

Górgias é conhecido por descartar noções de moral ou virtude, coube a ele determinar a persuasão como algo que fosse primordial para a vida do homem. Ele afirmou que o homem que domina essa técnica consegue conhecer todas as coisas, e com isso, ser feliz.

Conhecido como o primeiro Sofista, Protágoras teve sua fama dissipada por todas colônias e  era conhecido por ser um homem bem sucedido e muito culto. Se existia algo que os Sofistas admiravam muito era o reconhecimento da população, segundo eles, o que importava era o momento, pois depois que morria o individuo não tinha mais nada.


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