Biografia de Fidel Castro, história e morte do ex-presidente cubano

Fidel Castro foi o presidente de Cuba de 1958 até 2008. O político polêmico morreu no dia 25 de novembro, em Havana, aos 90 anos de idade


Fidel Castro foi o presidente de Cuba de 1958 até 2008. O político polêmico morreu no dia 25 de novembro, em Havana, aos 90 anos de idade.

Fidel Alejandro Castro Ruz nasceu em 13 de agosto de 1926 em um povoado cubano chamado Birá. Filho do agricultor e fazendeiro Ángel Castro Argiz com a doméstica Lina Ruz González, Fidel tinha cinco irmãos: Raúl Castro, Ramón Castro Ruz, Juanita Castro, Ángela María Castro Ruz, Emma Castro e Agustina Castro.

Em 1945, Fidel foi estudar direito na Universidade de Havana onde também ingressou na vida política, quando se envolveu com o ativismo estudantil. Castro fez uma campanha para a  presidência da Federação de Estudantes Universitários com uma base de “honestidade, decência e justiça”, mas não obteve sucesso.

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Foto: reprodução/ Agência Brasil

Revolução Cubana

Fidel Castro foi presidente de Cuba desde o início da Revolução Cubana, em 1958-1959. A rebelião derrubou o governo pró-americano do general Fulgêncio Batista, que foi marcado por corrupção e violência.

A revolução Cubana tinha caráter nacionalista e socialista e recebeu forte influência do médico argentino Ernesto Che Guevara. Os guerrilheiros foram aos poucos ganhado popularidade, com dois novos líderes, Raúl Castro, irmão de Fidel e Juan Almeida.

Em 1959, a revolução começou com suas primeiras reformas, tendo uma grande repercussão nas indústrias, hospitais e escolas. A revolução teve um grande impacto graças às campanhas de alfabetização em massa e de cuidados da saúde para toda população.

Foi graças à revolução cubana que o país rompeu contatos diplomáticas com os Estados Unidos e estabeleceu relações abertas com a União Soviética, fazendo de Cuba um forte aliado do socialismo na América. Na década de 90, os Estados Unidos implementaram um bloqueio econômico a Cuba, o que influenciou a expulsão do país da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Socialismo em Cuba

Depois da revolução, Fidel inseriu em Cuba um sistema que combatia a desigualdade social entre os cidadãos. Uma de suas frases célebres era “Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana”.

Mas logo após a queda do muro de Berlim, a desintegração da União Soviética e o fim dos regimes socialistas que estavam implementados na Europa Ocidental, Cuba começou a passar por sérias dificuldades financeiras devido a falta de investimento dos soviéticos.

Apesar da igualdade social e de ser um país que possui bons sistemas educacionais e de saúde, os cubanos também sofrem bastante com as dificuldades econômicas.

Fidel dividia opiniões

Amado por muitos e odiado por outros, Fidel foi uma figura que dividia opiniões. Tido como um “herói histórico” para a esquerda moderna e um “ditador sanguinário” por líderes da centro-direita, muitos ainda alegam que Castro era responsável por isolar Cuba por quase 60 anos de todo mundo e pela morte de várias pessoas durante a revolução.

Morte de Fidel e reações pelo mundo

Apesar de ter fama de alguém que possuía uma “saúde de ferro”, as complicações de saúde na vida do revolucionário começaram a aparecer desde que ele teve uma hemorragia intestinal durante uma viagem à Argentina, aos 80 anos de idade.

Após alguns problemas de saúde, em 2008, após 49 anos no poder, Fidel renunciou o cargo de presidente de Cuba, que foi assumido pelo seu irmão Raúl Castro. Fidel morreu anos 90 anos, em Havana, às 22h29 do dia 25, em Cuba, e 1h29 do dia 26 no Brasil.

Por ser alguém que dividia muitas opiniões, as reações à morte do revolucionário foram diversas. Vários cubanos comemoraram a morte do político que consideravam um ditador, enquanto outros também choraram o falecimento de alguém que acreditavam ser um verdadeiro herói.


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