Alguns dos maiores casos de corrupção no Brasil

Milhões e até bilhões de reais nos bolsos de políticos e de partidos. Conheça cinco dos mais populares esquemas de corrupção do Brasil


Infelizmente, a história política do Brasil é marcada por inúmeros casos de corrupção. É como se o ato de roubar dinheiro público estivesse enraizado nos brasileiros e fossem realçados ao longo de seus mandatos. Frente a tantos esquemas de corrupção, o Estudo Prático traz alguns dos mais comentados e marcantes atos de políticos. Acompanhe:

5 dos maiores casos de corrupção brasileiros

Imagem de indivíduo rejeitando oferta de dinheiro como suborno

Foto: Depositphotos

Mensalão do DEM

O caso ocorreu em 2009 e envolveu políticos do Distrito Federal e também empresas. Desmontado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o esquema funcionava através de propinas de determinadas empresas a alguns políticos, entre eles José Roberto Arruda, que na época da descoberta era governador do DF e filiado ao partido Democratas (DEM).

Arruda foi flagrado recebendo dinheiro de possíveis propinas, depois disso foi preso e teve seu mandado cassado. Em 2014, o político tentou ser candidato ao cargo de governador do Distrito Federal, todavia desistiu após a Lei da Ficha Limpa.

2006: Máfia dos Sanguessugas

Parte do congresso nacional, prefeituras e uma empresa chamada Planam. Este foi o triângulo corrupto que protagonizou o esquema de corrupção conhecido como Máfia dos Sanguessugas, em 2006. Desmontada pela Polícia Federal, a tática envolvia pelo menos 87 deputados e três senadores, que juntos envolviam 10 partidos.

Segundo informações oficiais da Polícia Federal, o esquema funcionava da seguinte maneira: a Planam pagava propina aos parlamentares e estes faziam emendas para a compra de ambulâncias, vendidas superfaturadas em até 260%. Já nas prefeituras, os envolvidos trabalhavam para que as empresas ligadas a Planam ganhassem as licitações. Contudo, apesar do esquema ter sido descoberto e comprovado, nenhum envolvido perdeu o mandato.

Mensalão Tucano

Este esquema de corrupção só veio à tona em 2005, mas, na verdade, foi colocado em prática em 1998. Nele, verbas foram desviadas do governo de Minas Gerais com a finalidade de financiar a reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB). De acordo com o Ministério Público, o principal suspeito era o publicitário Marcos Valério, também acusado do mensalão do PT. Ele, Azeredo e os demais envolvidos negam as acusações, mas respondem por esse processo.

Mensalão do PT

Em 2005 foi descoberto o esquema de corrupção chamado de Mensalão do PT. O nome foi dado devido ao fato de que o então tesoureiro do partido Delúbio Soares estaria dando uma “mesada” aos congressistas que eram seus aliados, o valor por mês era de R$ 30 mil para cada político. Estima-se que o rombo tenha sido de R$ 55 milhões e que 40 parlamentares estariam envolvidos. Porém, deste total apenas três deputados foram cassados.

Operação Lava Jato

Um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil foi descoberto em 2014 pela Polícia Federal, a então chamada de Operação Lava Jato. Este crime trata-se de um esquema de lavagem de dinheiro – batizado popularmente de “Petrolão”- que inclui pagamento de propinas e superfaturamento de obras. O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 10 bilhões e de acordo com a PF os desvios ficavam a cargo das empreiteiras que fraudavam licitações e desta forma conseguiam fechar contratos com a Petrobras por valores superiores aos efetivamente cobrado.

O doleiro Alberto Youssef é um dos principais investigados, haja vista que era de sua responsabilidade a lavagem do dinheiro. No entanto, quem mais se beneficiava com os desvios eram partidos, como o PP, PT e PMDB. Um inquérito foi reaberto pela Procuradoria Geral da República (PGR), desta vez, entretanto, contra 54 pessoas aparentemente envolvidas, entre elas o presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha e o do Senado Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Nomes como o do ex-presidente Lula (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB) também já foram citados na investigação da Lava Jato.


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