Conheça os maiores desastres ambientais do Brasil

Nos últimos 30 anos, uma série de desastres ambientais acarretaram em grandes danos para a população. Acompanhe na pesquisa os principais deles


Amplamente divulgado pela mídia em consequência da devastação e destruição que causou na vida de centena de habitantes, o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), foi considerado pelo governo federal a “maior tragédia ambiental da história do Brasil”. Porém, esse foi apenas um dos tantos desastres que aconteceram no Brasil, nos últimos 30 anos. Acompanhe a seguir um levantamento feito pelo Estudo Prático com os principais casos:

Conheça os maiores desastres ambientais do Brasil

Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros (MG)

Incêndio na Vila Socó

Uma falha em dutos subterrâneos da Petrobras espalhou 700 mil litros de gasolina nos arredores da Vila Socó, em Cubatão (SP). A consequência para a falha resultou em um incêndio de grandes proporções, em fevereiro de 1984. O episódio resultou na morte de 93 pessoas e destruiu cerca de 500 barracos na Vila São José.

Césio 137 em Goiânia

Em setembro de 1987, Goiânia (GO) registrou um dos mais graves casos de exposição à radiação do mundo. Dois catadores de lixo arrombaram um aparelho radiológico nos escombros de um antigo hospital. Eles encontraram um pó branco que emitia luminosidade azul: o Césio 137. Os catadores levaram o material radioativo a outros pontos da cidade, contaminando pessoas, água, solo e ar. Pelo menos quatro pessoas morreram e centenas de outras desenvolveram doenças.

Vazamento de óleo na Baía de Guanabara

Um acidente com um navio petroleiro resultou no vazamento de pelo menos1,3 milhão de litros de óleo in natura na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ), em janeiro de 2000. O incidente causou morte da fauna local e poluiu o solo em vários municípios da região. O Ibama aplicou duas multas à Petrobras, uma de R$ 50 milhões e outra de R$ 1,5 milhão.

Vazamento de óleo em Araucária

Outro incidente causado pelo vazamento de óleo foi registrado em julho de 2000, em Araucária (PR). Ao todo, mais de quatro milhões de litros de óleo escorreram da refinaria Presidente Getúlio Vargas. O Ibama aplicou três multas à Petrobras, totalizando R$168 milhões.

Vazamento de barragem em Cataguases

Em março de 2003, a barragem de celulose, pertencente a Florestal Cataguases e Indústria Cataguases de papel, na região de Cataguases (MG), rompeu. O incidente acarretou no vazamento de 520 mil m³ de rejeitos compostos por resíduos orgânicos e soda cáustica. Foram atingiram os rios Pomba e Paraíba do Sul. Diversos prejuízos foram, contabilizados, sobretudo ao ecossistema e à população ribeirinha, que teve o abastecimento de água interrompido. O incidente também afetou áreas do Estado do Rio de Janeiro.

Rompimento de barragem em Miraí

Em janeiro de 2007, houve o rompimento da barragem de mineração na região de Miraí (MG). O vazamento foi de 2.280.000 m³ de água e argila (lavagem de bauxita). Mais de 4 mil moradores ficaram desalojados, quase um terço da população total da cidade. Em Muriaé, o rio também transbordou. O nível da água subiu até quatro metros. Sete bairros ficaram alagados. Segundo a prefeitura, 1.200 casas foram atingidas. O órgão estadual aplicou multa de R$ 75 milhões à empresa Mineração Rio Pomba Cataguases.

Chuvas na região serrana do Rio

Em decorrência de forte precipitação, ocorrida em janeiro de 2011, que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro, uma série de deslizamentos e enxurradas destruiu casas nas regiões de encosta. Foram contabilizadas, aproximadamente, 800 mortes.

Vazamento de óleo Bacia de Campos

Em novembro de 2011, uma grande quantidade de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro (RJ), vazou. Estima-se que foram despejados 3,7 mil barris de óleo no Campo de Frade. A mancha provocada pelo vazamento chegou a 162 km², o equivalente a metade da Baía de Guanabara. Por conta disso, uma grande quantidade de animais foram mortos.

Incêndio na Ultracargo

Após incêndio no Terminal Alemoa, em Santos (SP), em abril de 2015, a empresa Ultracargo foi multada pelo órgão estadual de meio ambiente em R$ 22,5 milhões por lançar efluentes líquidos no estuário, em manguezais e na lagoa contígua ao terminal. O incidente colocou em risco a segurança das comunidades próximas, dos funcionários e de outras instalações localizadas na zona industrial.

Rompimento da barragem de Mariana

Em novembro de 2015, o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), provocou a liberação de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. Uma onda de lama de aproximadamente 10 metros de altura arrasou a cidade de Mariana, alcançando o rio Doce, trazendo incalculáveis prejuízos ambientais. As comunidades localizadas em todo o curso do rio Doce também foram atingidas. O governo brasileiro identificou essa, como a “maior tragédia ambiental da história do Brasil”.

Só em Minas Gerais, nos últimos 14 anos, ocorreram “acidentes” na Mineração Rio Verde, em Nova Lima (2001), na Mineração Rio Pomba Cataguases, em Miraí (2007), e na Mineração Herculano, em Itabirito (2014).


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