Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades em 2030

A previsão que estimou esse percentual foi divulgada pelo Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no Brasil


Sempre foi uma realidade na história da população brasileira a busca pelo conforto e qualidade de vida. Entenda esses pontos, levando em consideração fatores capitalistas. Pois são nas cidades onde estão as fontes de trabalho, instrução educacional, emprego e tantos outros fatores que trarão estabilidade e crescimento para a vida das pessoas.

De acordo com previsão divulgada pelo Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) no Brasil, mais de 90% da população brasileira viverá em cidades no ano de 2030. Essa estimativa acaba evidenciando uma realidade, não muito distante, que já foi vivenciada com muita efervescência pela população, que foi o êxodo rural.

Esse movimento populacional é compreendido pela migração em massa da população que habitava na região rural para as cidades.

Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades em 2030

Foto: depositphotos

O fenômeno foi bastante latente na metade do século XX, ocorrendo no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Esse é um movimento considerado curto, com elemento associado a urbanização, industrialização, concentração fundiária e mecanização do campo.

Para a sociedade, o êxodo rural pode trazer algumas consequências, sendo elas favoráveis ou não. Entre elas: aceleração da urbanização, expansão desmedida das periferias urbanas, aumento do desemprego e do emprego informal, substituição dos trabalhadores rurais por maquinários, entre outros.

O que levou a essa realidade

Para a encarregada nacional do Programa no Brasil, Rayne Ferretti, o país está localizado no continente mais urbanizado do mundo, a América Latina, e se configura atualmente como o país mais urbanizado da região.

Dados do último censo, realizado em 2010, indicavam que 84,4% da população brasileira era urbana. A previsão é que, em 2030, esse índice chegue a 91,1% e que, em 2050, toda a América Latina seja 86% urbana.

Rayne Ferretti disse ainda que a urbanização, muitas vezes, é vista como uma oportunidade e uma espécie de motor para o desenvolvimento, mas que os desafios relacionados ao tema persistem.

“A gente identifica algumas necessidades muito especiais para as cidades latino-americanas e caribenhas. Falamos muito dos três ‘R’ do redesenvolvimento urbano, que seriam a Regeneração, a Renovação e Reabilitação das nossas cidades”, afirma.

Na América Latina, especificamente, ela citou problemas de ordem econômica e ambiental, expansão desordenada, segregação socioeconômica e questões relacionadas à saúde, segurança e efeitos da mudança climática. “A América Latina é, ao mesmo tempo, o continente mais urbanizado e também o mais desigual do mundo e a gente não pode fechar os olhos para isso”, completa Ferretti.


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