Terremotos – O que são, como acontecem e intensidade

Saiba o que são os terremotos, como eles acontecem e veja como medir sua intensidade através da escala G. Mercalli


O que são

Também conhecidos como abalos sísmicos, os terremotos são frutos de um movimento repentino e brusco em um determinado terreno, ocasionado por uma falha. Com isso, podemos concluir que a ruptura de uma rocha é a responsável por terremotos. Tal ruptura gera uma enorme quantidade de energia, que se converte em ondas elásticas, propagando-se pelo terreno.

Ao contrário do que muitos pensam, geralmente não é a fratura que causa o maior estrago, e sim as vibrações que ela causa. Muitas vezes a fratura não chega a atingir a superfície, mas suas vibrações são capazes de criar abalos consideravelmente fortes.

Terremoto no Chile

Terremoto no Chile ocorrido em 2010. | Foto: Ivan Alvarado/5.mar.2010/Reuters

Intensidade

Para entender os efeitos que os terremotos podem causar na superfície da Terra, é usada uma medida qualitativa chamada intensidade sísmica. É possível classificar essa intensidade fazendo uma observação “in loco” dos danos que ocorreram no ambiente, construções civis e pessoas.

Existem várias escalas de intensidade sísmica diferentes, porém, a mais usada de todas é a de G. Mercalli, proposta pelo próprio no ano de 1902. Nela, existem doze graus de intensidade. Normalmente é no epicentro do terremoto que esse grau apresenta-se mais elevado e vai diminuindo a medida que afasta-se desse ponto em questão.

Escala de intensidade Mercalli

  1. Não sentido.
  2. Sentido apenas por pessoas em andares superiores ou em repouso.
  3. Vibração relativamente leve, com objetos pendurados balançando levemente.
  4. Vibração semelhante aquelas causadas por um caminhão muito pesado, onde as janelas e louças chacoalham.
  5. Pode ser sentido do lado de fora de casa, chegando a derrubar objetos pequenos e a acordar pessoas.
  6. Pode ser sentido por todos, havendo danos como quebra de vidraças e louças, além do deslocamento de mobília.
  7. Percebido até por pessoas quando estão dirigindo. Há a dificuldade de se manter em pé e pode haver quebra e rachaduras no reboco e forro das casas.
  8. Intensidade onde os galhos das árvores chegam a quebrar-se, podendo haver rachaduras até em solos molhados. Os danos são de médios a graves, com o desabamento de casas de madeiras e de tijolos quando não possuem uma estrutura adequada.
  9. Formação de crateras na areia. Há desabamentos até de estruturas em alvenaria  de tijolo armada (quando em estado de risco). Barragens e rodovias também podem sofrer rupturas e fendas.
  10. Fendas são abertas no solo, torção de linhas de ferro e cortes na canalização de cidades.
  11. Destruição quase que total dos edifícios, até mesmo aqueles mais sólidos. Pontes barragens e diques vão ao chão.
  12. Destruição total, com alteração na topografia. Ainda não foi registrado na história algo dessa magnitude. 

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