Tipos de vegetação do Brasil

Por Gabriely Araujo

Nosso planeta é coberto pelos mais diversos tipos de plantas em suas inúmeras espécies, e o conjunto de plantas de determinada região é denominado vegetação. As características da vegetação de cada lugar dependem de forma primordial do clima da região em que se encontram, da altitude, pressão atmosférica, volume pluviométrico (chuva), luminosidade e de fatores como a atuação de massas de ar. Contudo, devido à ação do homem, a vegetação terrestre é algo que está em constante mudança, essas características, portanto, servem apenas para identificar os tipos de vegetação natural.

Por conta dos diferentes climas em cada região e de suas dimensões continentais, o Brasil abriga oito tipos diferentes de vegetação. São eles:

Veja detalhes de cada um destes tipos de vegetação do Brasil

Floresta Amazônica

Foto: Reprodução

A Floresta Amazônica é de clima equatorial e também é conhecida por Amazônia Legal e Floresta Latifoliada, devido ao tipo de folhagem que apresenta, com folhas largas em grande número que tornam as árvores densas e podem atingir grandes alturas. Esse tipo de floresta ocupa cerca de 49,29 % do território nacional, indo da Amazônia ao Centro Oeste e Nordeste do país, constituindo assim uma das florestas mais extensas do planeta. O clima da Floresta Amazônica é quente e úmido e suas folhas são de um verde bastante definido. Ela abriga inúmeras espécies que alimentam-se de si mesmas, sendo denominadas autofágicas.

 

Mata Atlântica

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A Mata Atlântica dentre todas foi a vegetação mais afetada pelas ações do homem durante o passar dos anos. Sua cobertura estendia-se do estado do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul quase sem interrupções, mas devido à ação dos portugueses com a substituição de mata nativa para o plantio de cana-de-açúcar e pelas queimadas e extração de madeira ilegal vistas atualmente, restam apenas 7 % do seu total em todo o país. É uma vegetação latifoliada de clima tropical úmido e encontra-se predominantemente no litoral brasileiro.

 

Caatinga

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A Caatinga é uma vegetação típica do Nordeste brasileiro, de clima semiárido e xerófita (classificação de vegetações adaptadas à escassez de água). Devido à constante falta de água, suas plantas adquirem formato espinhoso para manter a pouca água que conseguem reter e são muito pobres em nutrientes. Esse tipo de vegetação vem sofrendo agressões ambientais como queimadas, o que empobrece o solo e dificulta o crescimento de suas plantas.

 

Cerrado

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O Cerrado é a segunda maior vegetação brasileira recobrindo 20% do território nacional, atrás da Floresta Amazônica, e é típica das regiões do Planalto Central com clima tropical semiúmido. Sua paisagem é composta por árvores baixas e retorcidas e possui a maior biodiversidade do planeta. A vegetação do Cerrado vem sofrendo danos ambientais causados pelo plantio de soja, cana-de-açúcar e pecuária, algo que vem chamando a atenção de ambientalistas nos últimos anos.

 

Pantanal

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O Pantanal está localizado nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É considerada uma vegetação de transição por ser composta de forma heterogênea por diferentes ecossistemas. Sua vegetação se desenvolve apenas em certas épocas do ano em que as áreas alagadas ficam emersas.

 

Pampas

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Os Pampas, também conhecidos como Campos do Sul ou Campos Sulinos, são de clima subtropical e, predominantes da região Sul do Brasil. Sua vegetação é composta basicamente por gramíneas e capins. No Rio Grande do Sul, os Pampas surgem em colinas suaves conhecidas como coxilhas.

 

Mata de Araucária

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A Mata de Araucária tem vegetação predominante em pinheiros, tipicamente de clima subtropical e está presente no estado do Paraná. Sua madeira é muito requisitada no ramo de produção de móveis, por esse motivo sua cobertura original é quase inexistente.

 

Manguezais

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Os Manguezais ocupam áreas restritas do litoral como pântanos litorâneos e regiões inundadas, preferencialmente baixas e estão sujeitos às ações das marés. Caracterizados por abrigar uma vegetação diversa, e pelas grandes raízes respiratórias, dotadas de pneumatóforos, o que lhes permite obter oxigênio mesmo em áreas alagadas.