Correntes migratórias para o Brasil

Migração é o termo usado para registrar a mobilidade das pessoas de um país, estado, região ou até mesmo domicílio para outro. Quando um…


Migração é o termo usado para registrar a mobilidade das pessoas de um país, estado, região ou até mesmo domicílio para outro. Quando um indivíduo migra, ele se torna um emigrante ou um imigrante.

  • Emigrante: é toda pessoa que sai de um lugar de origem com destino a outro lugar.
  • Imigrante: é o indivíduo que chega a determinado lugar para viver nele.

Causas dos fluxos migratórios

Os fluxos migratórios acontecem desde o início da humanidade, e podem ser desencadeados por muitas razões como a política, a economia e a cultura. O fator que mais influencia os fluxos migratórios no Brasil é a economia, uma vez que a economia aplicada ao país força as pessoas a mudarem constantemente em busca de melhores condições e em busca de emprego, de forma a suprirem suas necessidades ou seus desejos.

Êxodo rural

Na década de 1950, principalmente, o êxodo rural foi muito comum no Brasil. Mas o que é êxodo rural? É o deslocamento da população rural com destino às cidades grandes, que acontece, essencialmente devido à industrialização do campo, que mecaniza processos e tira o emprego de pequenos produtores, além da atração que as grandes cidades exercem nas pessoas.

Processo migratório no Brasil

Correntes migratórias para o Brasil

Foto: Reprodução

A partir da chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, o Brasil recebeu cerca de seis milhões de imigrantes, sem contar os africanos de etnias variadas que foram obrigados, devido à escravidão, a migrar para o país, pois o número exato é desconhecido, mas estima-se que sejam até quatro milhões. Para explicar melhor como ocorreram as correntes migratórias no Brasil, separamos por regiões:

  • Região Norte

No norte, a predominância foi de imigrantes portugueses. No início do século XX, no entanto, destaca-se a presença dos japoneses, que imigraram e iniciaram plantações, da mesma forma como sírio-libaneses vieram para trabalhar no setor comercial da região.

  • Região Nordeste

No nordeste houve muitos imigrantes portugueses e africanos. No entanto, em alguns momentos, houve outras mudanças na população local devido às invasões holandesas e francesas ao Brasil. Apesar disso, essas invasões não alcançaram as mesmas proporções das colonizações italianas e alemãs em outras regiões.

  • Região Centro-Oeste

Nessa região predominou a imigração dos portugueses.

  • Região Sudeste

Apesar de haver predominância dos imigrantes portugueses e africanos, o Rio de Janeiro e Espírito Santo receberam, em uma experiência do governo para atração de imigrantes na metade do século XIX, suíço-alemães. Em São Paulo, com a mudança de trabalho escravo para assalariado e a pressão para formar um mercado consumidor interno, houve incentivos por parte do governo para a entrada de italianos, que passavam por uma guerra interna que transformava o país politicamente.

Ainda em São Paulo, a imigração de espanhóis aconteceu após o declínio das imigrações italianas, no início do século XX, e a mão de obra era dirigida às fazendas de café. Houve ainda imigrantes japoneses em 1908, pois o país passava por grande concentração populacional e escassez de terras agrícolas, incentivando as migrações. Também se destacam os imigrantes árabes, que atuaram no comércio. Durante o século XX, vários povos começaram a migrar para São Paulo e, recentemente, houve a migração de nigerianos, angolanos e haitianos ao Brasil.

  • Região Sul

Devido à estratégia de ocupação de fronteiras, houve predomínio de diversas correntes européias na região sul. No Paraná, na porção nordeste, houve a presença de japoneses e, no restante do estado, italianos, alemães, ucranianos, poloneses e russos, principalmente em Curitiba e região. Em Santa Catarina, houve a forte presença dos alemães e italianos que assumiam essencialmente atividades agrícolas. Já no Rio Grande do Sul, houve predominantemente a imigração de alemães e italianos que se dedicaram inicialmente à agricultura, mas posteriormente às atividades industriais.


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