Pop Art

A Pop Art foi um movimento da década de 50, que estourou nos Estados Unidos e na Inglaterra. Abreviatura para “Popular Art”, o movimento…


A Pop Art foi um movimento da década de 50, que estourou nos Estados Unidos e na Inglaterra. Abreviatura para “Popular Art”, o movimento artístico foi inspirado no Dadaísmo e se opunha ao Expressionismo abstrato alemão.

Assim denominado graças ao crítico Lawrence Alloway, esse movimento foi o retorno da arte figurativa, fazendo uma crítica ao consumismo, ao materialismo e ao American Way of Life. Os artistas inspiravam-se na cultura de massa e mostravam o cotidiano popular, ironizando-o.

Pop Art

Foto: Reprodução

Para a produção das obras, usavam histórias em quadrinhos, embalagens de alimentos, bandeiras, latas de refrigerantes, panfletos de propaganda, produtos da área cinematográfica e tudo que servisse para a criação. As técnicas mais conhecidas são a repetição de uma foto e a distorção de objetos, com cores diferentes e colagens. Costumava-se usar como materiais a tintas, gomaespuma, acrílico, gesso, látex, poliéster e cores fortes, que era a grande pedida.

Além de ter sido – e ainda ser – uma grande influência para a arte gráfica e desenhos de moda, a pop art é bastante usada para a publicidade atual. Um grande exemplo foi a campanha presidencial “Yes, we can!” de Barack Obama, que utilizou esta arte inovando a cena da campanha política e se aproximando de uma linguagem mais jovem.

Principais nomes do movimento:

Andy Warhol: pintor e cineasta. Famoso por apresentar fotografias em series de artistas conhecidos, como Elvis Presley, Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor. Ele tentava mostrar com esses trabalhos que os ídolos populares eram apenas uma imagem e vazios.

Roy Lichtenstein: trabalhava com histórias em quadrinhos.

Peter Blake: criou uma capa para os Beatles, a do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Wayne Thiebaud: criava obras com conteúdo de humor e de nostalgia.

Pop Art no Brasil

Em terras nacionais, a pop art veio à tona na década de 60, mostrando a insatisfação popular com a censura e todo o regime ditatorial. No Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, existem obras importantes da época, destacando-se a Opinião 65, feita por 17 brasileiros e 13 estrangeiros. Grandes nomes dessa época são Wesley Duke Lee, Claudio Tozzi, Luiz Paulo Baravenelli e José Carlos Aguilar.  Na atualidade, destaca-se o artista plástico Romero Britto, que mistura elementos graciosos com elementos do Cubismo.

Escrito por Carol Oliveira


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