Satélite Gaia mapeia mais de 1 bilhão de estrelas

As informações colhidas pela missão Gaia fazem parte da maior pesquisa de objetos celestes realizada até hoje


A Agência Espacial Europeia (ESA – European Space Agency) divulgou um detalhado mapa em 3D da Via Láctea, com mais de 1 bilhão de estrelas mapeadas pelo satélite Gaia. Segundo a ESA, tais informações fazem parte da maior pesquisa de objetos celestes realizada até os dias atuais.

A missão Gaia

Lançado em julho de 2014, o satélite Gaia fez a varredura do céu até setembro de 2015. As informações apresentadas pela agência especial é a primeira versão da pesquisa, contendo os dados recolhidos durante os primeiros 14 meses de trabalho.

Os especialistas da Agência Espacial Europeia explicaram como é feita a medição da distância entre estrelas, como são capturadas as imagens de cada corpo celeste de outros detalhes sobre os seus brilhos e movimentos no céu.

Satélite Gaia mapeia mais de 1 bilhão de estrelas

Foto: depositphotos

De acordo com o diretor de Ciência da agência espacial, Álvaro Gimenez, as contribuições da missão Gaia para a compreensão do funcionamento da Via Láctea são fundamentais. Anthony Brown, pesquisador da Universidade de Leiden, analisou a imagem do mapa 3D criada pelo satélite Gaia e explicou que é possível observar uma linha brilhante horizontal no centro do mapa, que seria a Via Láctea.

Missões anteriores

Em 1989, a Agência Espacial Europeia lançou a missão Hipparcos. Na ocasião, o primeiro satélite dedicado a astrometria coletou dados entre 1989 e 1993. O relatório da pesquisa apresentava as posições, distâncias e movimentos (200 vezes mais precisos do que as medições anteriores) de quase 120 mil estrelas.

Tycho, denominação dada ao segundo relatório, continha dados de 2,5 milhões de estrelas em menor precisão. Os resultados apresentados pela Hipparcos e pelo Tycho são utilizados em pesquisas de ciência espacial e para a navegação de naves espaciais.

A agência espacial afirma que missão Gaia é a responsável por dar continuidade ao legado europeu de gráficos estelares, catalogando mais de um bilhão de estrelas, medindo a posição e o movimento de cada uma delas, com a produção de 10 mil vezes mais dados do que o seu antecessor.


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