Galáxias

As galáxias são conjuntos de bilhões de estrelas que orbitam em torno de um centro comum. Confira como se classificam e suas peculiaridades

As galáxias são caracterizadas como um grande conjunto de milhões ou bilhões de estrelas, planetas, gás e poeira que se mantém unido pela gravidade e que orbita em torno de um determinado centro. Elas são os objetos celestes mais grandiosos do universo.

As estrelas apresentam as seguintes características principais: são constituídas por elementos químicos variados, com predominância de Hidrogênio e Hélio, que se encontram a altíssimas temperaturas, no estado de plasma; em seu interior ocorrem reações termonucleares que liberam uma grande quantidade de energia radiante.

O Sistema Solar, ao qual pertence o planeta Terra, está localizado em uma galáxia formada por, pelo menos, três braços espirais, com aproximadamente 100 bilhões de estrelas (dentre elas, o Sol), chamada Via Láctea. Todas as estrelas e demais componentes da Via Láctea giram em torno de um centro comum de gravidade. O Sol, neste movimento, desloca-se a uma velocidade de aproximadamente 220 km por segundo, completando uma volta em torno do centro galáctico a cada 240 milhões de anos, aproximadamente.

Galáxias - Via Láctea

Foto: depositphotos

O centro galáctico é onde há maior concentração de estrelas – e onde estão algumas das mais velhas. Ao redor dele há o disco galáctico, onde se encontram as estrelas mais jovens. O Sistema Solar encontra-se na zona externa do disco galáctico da Via Láctea, ou seja, em um dos braços braços espirais que giram lentamente ao redor de um eixo.

Em certas regiões das galáxias, a matéria interestelar forma nuvens de densidade relativamente grande (em comparação à densidade média). Estas nuvens de gás e poeira cósmica são denominadas Nebulosas.

Galáxias - Nebulosa

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Classificação das galáxias

A classificação mais usual foi idealizada pelo astrônomo Edwin Hubble em 1927. Tal classificação é feita com base nas formas diferentes que as galáxias apresentam à observação e é conhecida como “classificação morfológica de Hubble”. As galáxias podem ser: elípticas, espirais e irregulares.

Galáxias Elípticas

As galáxias elípticas são assim denominadas por apresentarem forma aparente de elipses. São simbolizadas pela letra E, seguida de um número inteiro de 0 a 7, que indica o grau de excentricidade da elipse. As galáxias elípticas de menor excentricidade (E0) possuem formato aproximadamente circular, enquanto que as de maior excentricidade (E7) possuem forma semelhante a grãos de arroz.

Galáxia Elíptica

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Galáxias Espirais

As galáxias espirais são mais observadas, constituindo cerca de 65% das galáxias conhecidas. Considera-se dois tipos principais de galáxias espirais: as normais e as barradas. O que distingue esses dois grupos é a existência ou não de uma formação com aspecto “barra”, que parte radialmente do centro para a borda da galáxia considerada. Nas galáxias espirais é grande o número de estrelas jovens e a quantidade de matérias interestelar.

Galáxias Irregulares

As galáxias irregulares não possuem forma definida e subdividem-se em dois tipos: tipo I e tipo II.  Nas galáxias irregulares de tipo I podem ser distinguidas estrelas separadamente, o que não é possível nas de tipo II. Estudos apontam que as galáxias mais jovens são as irregulares e as mais velhas as elípticas.   

Galáxias Fantasmas

São chamadas de “galáxias fantasmas” aquelas que possuem uma quantidade tão pequena de luminosidade, que chegam a ser quase invisíveis. Estes aglomerados de matéria escura existem no espaço sem serem vistas, ao menos com os olhos ou outros tipos de radiação eletromagnética. Apenas seus efeitos gravitacionais podem ser detectados.

*Lydia Minhoto é jornalista e professora graduada em  geografia.

Referências

» GLEISER, Marcelo. Galáxias fantasma, 2005. Disponível em: http://vintage.portaldoastronomo.org/cronica.php?id=23. Acesso em: 27 de maio de 2017.

» Guias de campo: O Céu. São Paulo: Escala educacional, 2007. 1ª edição.

» FARIA, ROMILDO P. Fundamentos de astronomia. Campinas: Papirus, 1987. 3ª edição.