Radiação ultravioleta

A radiação ultravioleta, também referida na literatura como radiação UV é uma das emitidas pelo sol, e entre elas, é a mais energética. É…


A radiação ultravioleta, também referida na literatura como radiação UV é uma das emitidas pelo sol, e entre elas, é a mais energética. É um tipo de radiação eletromagnética que possui um comprimento de onda entre 200 e 400 nm e com uma frequência maior que a da luz visível. Deste fato, inclusive, é que deriva o seu nome, uma vez que violeta é a cor que possui maior frequência dentre as que os olhos humanos conseguem enxergar.

Radiação ultravioleta

Foto: Reprodução

Características e classificação

A radiação eletromagnética que recebe o nome de UV é a mais forte e, portanto, oferece muitos perigos para os seres vivos presentes na Terra. No entanto, a superfície terrestre recebe uma incidência menor desses raios graças à camada de ozônio, que acaba por nos proteger de seus malefícios. A camada possui entre 12 e 32 km na atmosfera terrestre atuando como um escudo.

Os três diferentes tipos de classificação dos raios ultravioletas possuem características distintas e, por isso, faz-se necessário, ao falar delas, dividi-las.

UVA: com comprimento de onda entre 320 e 400 nm, os raios UVA são os que mais incidem na superfície terrestre. Isso acontece devido ao fato de que estes não são absorvidos pela camada de ozônio.  Os raios desse tipo incidem igualmente durante todas as estações do ano, dias e diferenças climáticas, ou seja, os raios atingem da mesma forma em um dia ensolarado e um dia de chuva.

UVB: os raios UVB são parcialmente absorvidos pela camada de ozônio e, com comprimento de onda entre 280 e 320 nm, são mais incidentes durante o verão. Além disso, em regiões de altitudes elevadas e próximas à linha do equador, assim como entre os horários entre 10h e 16h. É por isso que costumamos ouvir em dias de verão que não se deve permanecer no sol, mesmo quando for à praia, entre esse horário.

UVC: o comprimento de onda dos raios UVC são inferiores a 280 nm. Com isso, concluímos que é a que menos se aproxima da luz visível. Apesar de serem muito nocivos à biosfera, estes raios não atingem a superfície terrestre, já que são absorvidos completamente pela camada de ozônio. Sua reprodução é feita artificialmente para processos de tratamento da água e de esterilização de materiais.

Os malefícios dos raios ultravioleta

Apesar de não causarem queimaduras, os raios ultravioleta do tipo UVA causam sérios danos nas fibras de colágeno e elastina, causando o envelhecimento precoce, pois conseguem atingir as camadas mais profundas da pele. Os do tipo UVB causam queimaduras na pele e vermelhidão. Expor-se a esse tipo de raios pode fazer com que apareçam sardas, manchas, catarata, cegueira e até mesmo câncer.

Os benefícios

É possível, no entanto, aproveitar alguns benefícios dos raios ultravioletas. Por exemplo, a vitamina D somente é sintetizada em nosso organismo quando há uma exposição da pele aos raios. Essa é essencial para o metabolismo do cálcio e do fósforo. No entanto, é preciso tomar cuidado: a exposição ao sol deve ser moderada e sempre em horários de menor incidência – antes das 10h e após as 16h.

Como se proteger?

Para que possamos aproveitar somente os benefícios e nos prevenir dos malefícios, é importante usar o filtro solar, atentando para que seja eficaz na proteção contra os dois tipos de emissão que ultrapassam a camada de ozônio: UVA e UVB. Além disso, fique muito atento ao fator de proteção, normalmente emitido nas embalagens como FPS. Esse número irá determinar de quanto em quanto tempo deve ser feita a reaplicação do protetor. Outra forma de prevenir-se contra os malefícios, é usar óculos escuros que tenham proteção, evitando, dessa forma, problemas como cataratas e perda de visão.


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