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Biografia: Quem é Bashar al-Assad e suas principais ações como ditador Sírio

A ascensão de Bashar Hafaez al-Assad ao poder criou muitas expectativas e esperança na fase inicial. Porém, não foi isso que aconteceu na prática

Bashar Hafaez al-Assad é presidente da Síria desde 2000. Ele nasceu em Damasco, capital da Síria, em 11 de setembro de 1965. Filho de Hafaez al-Assad, que foi presidente do mesmo país por três décadas, ele é formado em oftalmologia, profissão que teve que abrir mão depois da morte do pai e do irmão, que seria o sucessor político natural.

Sua primeira eleição aconteceu por meio de um referendo, onde ele era o único candidato. A legenda que o representava também figurava sozinha no pleito, pois as demais foram proibidas de atuar. A segunda vitória veio em 2007, quando ele conquistou 97% dos votos válidos sob as mesmas condições (um só partido, um só candidato). Em 2014, o resultado se repetiu: deu Bashar Hafaez al-Assad mais uma vez.

Sua ascensão ao poder criou muitas expectativas e esperança na fase inicial. Porém, não foi isso que aconteceu na prática. O descontentamento popular com o desemprego, a pobreza e a desigualdade, fez com que em 2011 ocorresse um levante popular nas principais cidades sírias: Damasco, Daraa e Alepo.

Biografia: Quem é Bashar al-Assad e suas principais ações como ditador Sírio

Foto: Reprodução/ Wikipedia

Protestos e Guerra

Depois de dois meses de protestos intensos, o presidente Bashar Hafaez al-Assad na tentativa de agradar à população prometeu tomar algumas medidas populares, entretanto seu esforço não convenceu os sírios que já estavam nas ruas e pediam que ele deixasse o cargo.

Isso o incomodou e revelou uma face ainda mais obscura do ditador: ele mandou o exército para as ruas e acabou matando muitos militantes. Alguns deles reagiram e outros formaram grupos rebeldes, como o Estado Islâmico.

Desta forma, começou uma guerra que se estende até os dias de hoje e que, segundo a BBC já fez 400 mil mortos e provocou o êxodo de quase cinco milhões de pessoas.

Entenda as principais ações mais recentes do ditador sírio

– No auge da Primavera Árabe (2011) que levou milhares de sírios às ruas para protestar contra as péssimas condições de vida, o ditador Bashar Hafaez al-Assad prometeu retirar o estado de sítio que o país vivia há 48 anos. Mas ele não convenceu e as pessoas continuaram protestando;

– Em 2012, o conflito entre os simpatizantes dos rebeldes e os defensores do presidente tomaram a capital Damasco e Aleppo. Bashar Hafaez al-Assad intensificou a luta quando ela ganhou contornos religiosos, opondo a maioria sunita contra os xiitas alauítas, braço do islamismo ao qual ele pertence;

– No começo, o conflito era exclusivamente entre a oposição moderada contra o exército oficial de Bashar Hafaez al-Assad. Contudo, a fragilidade do país tornou-se o espaço perfeito para a solidificação de radicais e jihadistas, mais especificamente, o Estado Islâmico e a Frente Nusra (filiada à Al-Qaeda);

– Em meio ao conflito, os Estados Unidos passaram a apoiar o Exército Curdo, que atuam no norte da Síria, defendendo a população dos grupos rebeldes que criaram uma guerra dentro de outra guerra, com muita violência e terror. Apesar disso, nunca houve apoio explícito ao presidente Bashar Hafaez al-Assad;

– Em 2014, o presidente Bashar Hafaez al-Assad ficou bastante acuado com o avanço das forças subversivas e recebeu apoio da Rússia, que o ajudou a tomar Aleppo em 2016;

– Ao assumir a presidência dos EUA, em 2017, Donald Trump tentou uma aproximação com o presidente Bashar Hafaez al-Assad, afirmando que o objetivo da América era combater o Estado Islâmico e não o ditador sírio;

– No começo de abril deste ano, 86 pessoas, sendo 27 delas crianças, foram mortas por armas químicas na cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib. O massacre teria sido ordenado pelo presidente Bashar Hafaez al-Assad;

– Esse ataque mudou a postura do Governo dos Estados Unidos que reagiu com o envio de mísseis para destruir a base de armas químicas do Governo sírio;

– O presidente Bashar Hafaez al-Assad negou a acusação e colocou a culpa nos rebeldes.