Quem foi Malcolm X

O líder negro norte-americano foi assassinado por suas convicções

Você sabe quem foi Malcolm X? Certamente já ouviu falar nele ou acompanhou sua trajetória de alguma forma, seja em livros, filme, biografia, frases ou até na forma como se deu a sua morte.

Malcolm X era um famoso líder negro americano que participou ativamente da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos. Este artigo trará todas as informações sobre Malcolm X, o que ele defendia e até a polêmica relação dele com outro líder norte-americano como Martin Luther King. Confira.

Malcolm X: Biografia

Malcolm X nasceu em 1925 em North Omaha, Nebraska, nos Estados Unidos. Seu pai foi assassinado quando Malcolm X tinha apenas 6 anos de idade. A motivação do crime muito provavelmente tem a ver com a atuação dele, que era pastor, na Associação Universal para Progresso Negro.

A partir disso a família de Malcolm X passou a ter dificuldades para se manter. Sua mãe assumiu toda a carga da casa para sustentar 7 filhos. Porém, a situação precária que vivia a família levou o governo americano a exigir que seus filhos fossem levados para lares adotivos.

A biografia de Malcolm X é envolta a polêmicas

Malcolm X lutava contra a segregação racial nos Estados Unidos Foto: Reprodução | Wikimedia Commons)

A pressão foi tanta que a mãe de Malcolm X acabou sendo internada em um hospital psiquiátrico. Desta forma, o pequeno Malcolm foi adotado também.

Porém, ao terminar os estudos primários, ele foi morar com a irmã mais velha na cidade de Boston. Foi lá que ele deu os primeiros passos profissionais, como engraxate e trabalhar da rede ferroviária.

Com o tempo, Malcolm X foi morar em Nova York e se envolveu com o mundo do crime. Sendo acusado de tráfico de drogas e assaltos. Tanto que na metade dos anos 40, apenas com 20 anos, foi condenado a 11 anos de prisão.

Desse tempo, ele cumpriu 6 anos, parte deles na prisão de Norfolk. Essa fase é muito importante na biografia de Malcolm X, pois era o início de uma transformação interior. Pois, foi na prisão que ele conheceu o Islã, que viria a ser sua religião.

Assim que foi liberto, Malcolm passou a comandar um dos templos do movimento chamado Nação do Islã. Sua forma de agir acabou cativando muitos fiéis e atraindo outros tantos. Inclusive é nessa época que ele adotou o X ao seu nome Malcolm, pois segundo sua religião essa letra era uma revelação que Deus faria na sua vida.

Menos de 2 anos depois, Malcolm X já liderava outro tempo em Nova York. Em 6, já dava passos mais largos ao se deslocar pelos Estados Unidos para propagar os ideais da Nação do Islã ao vivo, pela televisão, em jornais, revistas e outros meios de comunicação que abrissem as portas para ele.

O que Malcolm X defendia

Malcolm X era um líder polêmico. Além de todo o seu passado envolto em crimes, o líder defendia ideias da Nação Islã. Entre as mais polêmicas estava a da criação de um estado só para negros, ou seja, a intensificação da separação racial.

Ela percorreu grande parte dos Estados Unidos para defender essas ideias. Porém, nem tudo saiu como ele esperava. Pois o líder da Nação do Islã, chamado de Elijah, planejou em segredo a expulsão de Malcolm do movimento.

Há quem diga que tudo isso fez parte de um plano mirabolante para banir Malcolm da Nação do Islã motivado por ciúmes dos demais membros da organização.

E o pior: Malcolm soube de tudo isso pela imprensa e ficou irado. Essa era a gota d’água para ele deixar a Nação do Islã e buscar refúgio em Meca, a terra sagrada para o islamismo. Essa viagem mudou a concepção dele sobre a religião.

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Ao voltar para os Estados Unidos, em 1964, ele fundou a Afro-American Unity. A proposta dessa associação era totalmente diversa das ideias da Nação Islã. Ela pregava justamente a união de todos os negros, mas também a conciliação com os brancos. Isso enfureceu ainda mais os membros da Nação do Islã, que ansiavam por uma sociedade totalmente autônoma dos afrodescendentes.

Malcolm X: morte

Malcolm X morreu no dia 21 de fevereiro de 1965, em Nova Iorque. Ele foi assassinado com 13 tiros disparados por três homens. O crime aconteceu quando ele estava em um evento da própria associação Afro-American Unity.

Malcolm X foi assassinado por conta das suas convicções

Malcolm X foi assassinado no ano de 1965 Foto: Reprodução | Wikimedia Commons)

Os assassinos tiraram a vida do líder na frente da sua esposa grávida, Betty Sanders, e de seus outros 5 filhos. O crime chocou a população que o considerava muito popular.

Os criminosos até hoje não foram identificados, bem como a motivação do crime, muito embora, credita-se a Nação do Islã o fato.

Uma vez que eles ficaram muito decepcionados com a mudança de postura de Malcolm X, que antes defendia a separação dos negros e brancos, e agora passava a lutar pela convivência harmoniosa entre as raças em solo americano.

Malcolm X e Martin Luther King

Tanto Malcolm X como Martin Luther King foram dois líderes norte-americanos famosos por comandarem a luta pelos direitos civis dos negros contra a segregação racial nos EUA. Outra coincidência que os une foi a forma como morreram: ambos foram assassinatos por conta das suas convicções.

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Porém, as semelhanças acabam por aí. Enquanto Martin Luther King era pastor batista, ativista político, doutor em filosofia e ganhou o Prêmio Nobel da Paz, Malcolm X era mulçumano, tinha um discurso mais radical, inclusive, com o uso da violência se fosse preciso.

Além disso, no começo da sua carreira Malcolm X não queria a convivência harmoniosa entre brancos e negros, mas a separação entre eles, com a criação de um estado unicamente formado por afrodescendente.

Malcolm X: frases

“Não se pode separar paz de liberdade porque ninguém consegue estar em paz a menos que tenha sua liberdade.”

“Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidase amar as pessoas que estão oprimindo.”

“Eu não vejo nenhum Sonho Americano, eu vejo um Pesadelo Americano.”

“Se você não está pronto para morrer por ela, coloque a palavra “liberdade” fora do seu vocabulário”.

“Eu não chamo de violência quando é em autodefesa, eu chamo de inteligência”.

“Historicamente, os brancos sempre foram assim em relação aos pretos, podemos estar com eles, mas jamais fomos considerados iguais a eles”.

“Seja pacífico, seja cortês, obedeça às leis, respeite a todos; mas se alguém colocar as mãos em você, mande-o para o cemitério”.

“Normalmente quando as pessoas estão tristes, elas não fazem nada. Apenas choram a respeito de sua condição. Mas quando ficam com raiva, elas provocam mudanças”.

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Sobre o autor

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Jornalista formada pela Universidade Federal da Paraíba com especialização em Comunicação Empresarial. Passagens pelas redações da BandNews e BandSports, TV Jornal e assessoria de imprensa de órgãos públicos.