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Reino Fungi

Os organismos desse reino se desenvolvem em ambientes úmidos e não possuem clorofila

Fazem parte deste reino os organismos unicelulares (leveduras) ou multicelulares (bolores e cogumelos), que não apresentam clorofila, ou seja, são heterótrofos.

Desenvolvem-se em ambientes úmidos, com matéria orgânica e pouca luminosidade. Os fungos multicelulares são formados por longas células em forma de filamentos (hifas), estas, por sua vez, se entrelaçam formando uma massa contínua com muitos núcleos (micélio). Os fungos, juntamente com as bactérias, possuem um papel muito importante na decomposição da matéria orgânica, através da síntese de enzimas altamente ativas.

Conheça mais sobre o Reino Fungi

Os fungos são organismos eucariontes, ou seja, apresentam uma carioteca que separa o núcleo celular do citoplasma. Possuem uma parede celular composta de quitina e armazenam glicogênio como substância de reserva energética, assim como os animais. São encontrados em diversos ambientes (terrestres e aquáticos), podendo ser parasitas, de vida livre, decompositores ou ainda viverem associados mutualisticamente a outros organismos.

Os organismos do Reino Fungi se desenvolvem em ambientes úmidos

Os fungos promovem o retorno de compostos inorgânicos ao ambiente (Foto: depositphotos)

Como ocorre a reprodução dos fungos?

A reprodução dos fungos pode ser sexuada ou assexuada. A reprodução assexuada ocorre por meio de células modificadas das hifas, capazes de produzir esporos geneticamente idênticos. Em condições ambientais favoráveis, esses esporos germinam e produzem novas hifas, em um processo chamado esporulação.

Alguns fungos multicelulares podem, ainda, reproduzir-se assexuadamente por fragmentação. Neste caso, a hifa seca se desprende, liberando células que agem como esporos e originam outras hifas. Também pode acontecer a reprodução assexuada por brotamento em fungos unicelulares, como as leveduras, onde os brotos se soltam da célula original formando novas células.

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A reprodução sexuada também acontece por intermédio de esporos, iniciando através da fusão das hifas haploides, dando origem a hifas diploides que se dividem e, por meiose, formam esporos geneticamente diversos. Muitas espécies formam durante a reprodução sexuada uma estrutura reprodutiva chamada corpo de frutificação, que corresponde ao que conhecemos popularmente por cogumelo. 

Como os fungos são classificados?

Os fungos são classificados em quatro grupos principais:

  • Basidiomicetos: São fungos que constituem corpos de frutificação em forma de chapéu (cogumelos), podem ser multicelulares ou unicelulares. São exemplos desta categoria os cogumelos comestíveis do tipo Champignon, orelhas de pau, ferrugens e os carvões.
  • Ascomicetos: São fungos que formam estruturas reprodutivas em forma de sacos, podem ser unicelulares ou filamentosos. São exemplos os bolores escuros, verde-azulados e vermelhos, que estão entre os principais responsáveis pelo apodrecimento de alimentos.
  • Zigomicetos: São fungos multicelulares que não formam corpos de frutificação. Como exemplo, tem-se o bolor negro, uma das espécies mais conhecidas por ser encontrada em alimentos deteriorados.
  • Quitridiomicetos: São fungos que apresentam flagelo em algum estágio do seu ciclo vital, podem ser unicelulares ou multicelulares e a maioria é encontrada em ambientes aquáticos.

Qual a importância dos fungos?

Os fungos possuem extrema importância no meio ambiente, pois juntamente com as bactérias, são responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, ou seja, eles promovem o retorno de compostos inorgânicos ao ambiente, para que assim, possam ser reutilizados.

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Os fungos também apresentam grande contribuição econômica, sendo utilizados na alimentação direta (champignons), na fabricação de alimentos (queijos, pães), na síntese de bebidas através da fermentação alcoólica (vinho, cerveja), na produção de combustíveis para automóveis (etanol) e na fabricação de antibióticos, como a penicilina, um dos principais antibióticos usados no combate a doenças bacterianas.

Fungo: O maior ser vivo do planeta?

Popularmente conhecido como Cogumelo do mel, o fungo Armillaria ostoyae tem sua origem microscópica e pode medir até quatro quilômetros de diâmetro. É o maior organismo vivo do planeta e encontra-se sob o solo da Floresta Nacional de Malheur, no leste do Estado norte-americano.

Atualmente, o fungo cobre uma área de aproximadamente 880 hectares, o equivalente a 1.220 campos de futebol. É um fungo parasita capaz de colonizar e matar muitas espécies de plantas, atacando diretamente suas raízes. Este fungo também é muito utilizado na gastronomia, devendo ser bem preparado e cozinhado, pois apresenta alguns efeitos tóxicos.

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Referências

» Canadian Journal of Botany, 1988, 66 (10): 2027-2034 https://doi.org/10.1139/b88-277

» ESPOSITO, Elisa; JL de Azevedo. “Fungos: uma introdução à biologia, bioquímica e biotecnologia.” Caxias do Sul: Educs 11 (2004).

» Messias, Claudio Luiz. “Fungos, sua utilização para controle de insetos de importância médica e agrícola.” Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 84 (1989): 57-59.

» Guimarães, Denise Oliveira, Luciano da Silva Momesso, Mônica Tallarico Pupo. “Antibióticos: importância terapêutica e perspectivas para a descoberta e desenvolvimento de novos agentes.” Química Nova 33.3 (2010): 667-679.

Sobre o autor

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Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.