Biografia de Gregório de Matos

Gregório de Matos foi um dos poetas mais importantes do Barroco no Brasil. Veja um resumo da biografia do “Boca de Inferno”


Conhecido em todo o Brasil como o “Boca de Inferno”, Gregório de Matos foi o maior nome da escola literária do Barroco no país. Ele nasceu supostamente em 7 de abril no ano de 1633 na Bahia, contudo era visto como luso-brasileiro, assim como todos os nascidos na colônia portuguesa  no século XVII e anteriormente. Gregório se graduou no curso de Direito pela Universidade de Coimbra e neste mesmo lugar pode exercer a profissão, sendo até mesmo juiz de órfãos. O menino que vinha de uma família rica foi um grande escritor que trouxe uma excelente bagagem de conhecimento inovador para os brasileiros. Sempre com o espírito crítico, satirizou o clero, os comerciantes, os colonizadores, os políticos e o povo da sociedade. A linguagem utilizada nos seus textos era perturbadora para aqueles que não costumavam falar, ler ou escrever xingamentos ou utilizar um vocabulário baixo. Ele mesmo escreveu um pequeno poema tentando mostrar ao mundo quem era de fato:

“Eu sou aquele, que passados anos
cantei na minha lira maldizente
torpezas do Brasil, vícios, e enganos”

O escritor morreu em Recife no ano de 1696.

A obra de Gregório de Matos

Apesar de ter escrito muitos poemas durante sua vida, sua obra acabou sendo apenas publicada cerca de 230 anos após sua morte. Por isso, muitos de seus poemas acabaram por se perder e textos que levaram seu nome podem não serem realmente dele, pois Gregório teve muitos imitadores anônimos durante e após sua vida. Além dos textos satíricos que chocavam a sociedade, tanto que lhe rendeu o apelido de “Boca de Inferno”, ele escreveu poesia lírica e religiosa. Em seus trabalhos o escritor narrou episódios da vida popular, política e cotidiana. Vale lembrar que com os seus textos é possível conhecer um pouco melhor a sociedade do Período Colonial.

Poesias do autor

Biografia de Gregório de Matos

Imagem: Reprodução

  • Beija-flor
  • Anjo bento
  • Senhora Dona Bahia
  • Descrevo que era realmente naquele tempo a cidade da Bahia
  • Finge que defende a honra da cidade e aponto os vícios
  • Define sua cidade
  • A Nossa Senhora da Madre de Deus indo lá o poeta
  • Ao mesmo assunto e na mesma ocasião
  • Ao braço do mesmo Menino Jesus quando apareceu
  • A NSJC com actos de arrependido e suspiros de amor
  • Ao Sanctissimo Sacramento estando para comungar
  • A S. Francisco tomando o poeta o habito de terceiro
  • No dia em que fazia anos
  • Impaciência do poeta
  • Buscando a cristo
  • Soneto – Carregado de mim ando no mundo
  • Soneto I – À margem de uma fonte, que corria
  • Soneto II – Na confusão do mais horrendo dia
  • Soneto III – Ditoso aquele, e bem-aventurado
  • Soneto IV – Casou-se nesta terra esta e aquele
  • Soneto V – Bote a sua casaca de veludo
  • Soneto VI – A cada canto um grande conselheiro
  • Triste Bahia

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